Abstenção superior ao número de eleitores motiva repetição das eleições

25-05-2012

No momento de maior instabilidade política na história bugiesa, a democracia nacional volta a demonstrar as suas características únicas depois de as eleições para a Assembleia Nacional terem resultado numa abstenção de 112%, remetendo a participação eleitoral para um número negativo. Questionado sobre os motivos do fenómeno, Serapião Portachaves, presidente da Comissão Nacional de Eleições foi categórico: “Manter as urnas abertas apenas entre as sete e as oito da manhã para reduzir custos foi uma ideia de merda.” Surpreendentemente, nem os candidatos se deram ao trabalho de votar. Jerónimo Salafrário, primeiro-ministro interino e candidato pelo PAS (Partido da Alimentação Saudável), desculpou-se com uma noitada de reflexão que não lhe permitiu acordar cedo enquanto o candidato do PPA (Partido Progressista Acomodado), Alberico Candomblé, afirmou ter perdido o cartão de eleitor e prometeu que, quando for eleito, uma das primeiras medidas do seu governo será a substituição da hóstia comestível pelo papel como material de impressão dos documentos de cidadania. As eleições serão agora repetidas em data a anunciar e estudam-se formas de combater a abstenção. A colagem de boletins de voto sobre o rótulo de garrafas de bebidas espirituosas ou o recurso ao crime organizado para recolher os votos no domicílio dos eleitores são possibilidades sobre a mesa. Neste segundo caso, acredita-se que a intimidação e a violência física e verbal não atentarão contra a verdade do processo. De acordo com sondagem realizada em conjunto pelo semanário diabético “A Fartura” e pelo Instituto Superior de Teologia e Onanismo, as intenções de voto continuam a ser lideradas por um dos partidos que concorrem, notando-se acentuada subida do PDO-ND (Partido Democrático Operário-No Desemprego), mas apenas porque sim.

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Por Bugio

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