Bugio Ultramarino

13-04-2010

O Grão-Ducado do Bugio é uma nação pluricontinental desde a expansão marítima dos séculos XV e XVI na qual participou em pé de igualdade com Portugal. Actualmente, as províncias ultramarinas bugiesas são estas:

Bélgica

Pondo fim a séculos de inimizade de flamengos para valões e vice-versa, o Bugio anexou a Bélgica em 1847 pela assinatura do Tratado de Massarelos entre o Grão-Duque Godofredo e um homenzinho que ia a passar na altura e que era muito parecido com Leopoldo II, Rei dos Belgas. Actualmente, a Bélgica é uma das regiões mais prósperas da Europa e o melhor sítio em todo o mundo para comer batatas fritas e admirar imagens de rapazinhos a verter águas sem se ser considerado esquisito.

Antárctida

A imensidão do continente gelado juntou-se à família bugiesa ao longo das últimas décadas do século XIX com as viagens exploratórias da famosa dupla de geógrafos, Adão Francisco e Madaleno Diarreia, os primeiros europeus a chegar ao Pólo Sul. É graças à Antárctida que o Bugio goza da condição de segundo maior país do mundo, logo a seguir à Federação Russa. As tradicionais espetadas de pinguim são célebres e, juntamente com as belas praias, atraem multidões de visitantes todos os anos.

Albergaria dos Doze

Estância de desportos de Inverno muito afamada desde meados do século passado, o território da antiga vila portuguesa de Albergaria dos Doze foi transferido para a soberania do Grão-Ducado em 1871 quando, durante paragem naquela localidade para pernoitar, o rei português Luís I a perdeu numa partida de dados com o príncipe Ataulfo, filho mais novo do Grão-Duque Godofredo. A base aérea de Albergaria é a sede do projecto espacial bugiês.

Bahamas

O arquipélago das Bahamas foi adquirido pelo Grão-Duque Godofredo à Rainha Vitória em 1848 pela quantia de 4.000 ducados (cerca de  7 euros e 35 cêntimos em moeda corrrente). O motivo da compra prende-se com recomendações do médico da corte que aconselhou o Grão-Duque a passar o Verão numa praia de climas tropicais para curar a gota. Em 1951, aquando da chamada “Revolta dos Carecas”, em que um grupo de militares revoltosos (com a calvície e os ideais anarquistas em comum) se apossou do poder, a Família Real e o Governo refugiaram-se atrás de um frondoso arbusto nesta província e aí permaneceram até a crise ter sido sanada.

T3 em Corroios (com bons acessos)

Em 1985, quando o empresário da construção civil português, Albano Castanheira, teve de se exilar no Bugio por motivos fiscais, a sua gratidão para com os bugieses que tão bem o receberam foi expressa com a oferta de um apartamento T3 em Corroios com garagem e situado num prédio com elevador, antena parabólica colectiva e aquecimento central. Os interessados na compra desta parcela do território bugiês deverão contactar a Agência Imobiliária Estatal na Avenida Elton John, nº 13, São Lourenço (junto à Pastelaria Miramar).

Bolanga

A luxuriante ilha de Bolanga junto à costa oriental do continente africano foi descoberta em 1499 pelo navegador bugiês Antão Pêro da Brandoa, depois de uma tempestade que o fez perder-se da frota de Vasco da Gama destinada à Índia. Originalmente habitada pelo povo Xabangwe, célebres por serem os únicos em todo o mundo a praticar o costume entretanto abolido da excisão nasal, Bolanga foi colonizada por bugieses europeus, responsáveis por criar na ilha um clima de saudável convivência racial com um recorde invejável de apenas um genocídio por cada 100 anos. É em Bolanga que vive o macaco isídrico, pequeno símio arborícola dotado de uma notável semelhança física com o apresentador de televisão português, Júlio Isidro. Esta espécie endémica, há muito ameaçada de extinção, tem recuperado a olhos vistos.

Esta ilha aqui

Localizada no Oceano Pacífico, a norte das Ilhas Marshall, Esta Ilha Aqui deve o seu nome a Eanes de Pardaleca, emissário do Duque Recaredo IV do Bugio às negociações do Tratado de Tordesilhas. Com a divisão do mundo entre Portugal e Castela, Eanes fez valer a convicção bugiesa de que também o Bugio teria direito à exploração de uma parcela do globo. Quando confrontado por portugueses e castelhanos com a afirmação de que não restaria nada para o Bugio, Eanes bateu com o dedo no mapa e proferiu a célebre frase: “Então e Esta Ilha Aqui?” Mais tarde, descobrir-se-ia que a ilha em questão era árida e sem qualquer utilidade e Eanes seria atirado ao mar. Actualmente, o Governo do Grão-Ducado oferece Esta Ilha Aqui como bónus a quem comprar o T3 em Corroios. Não tem havido interessados.

Por Bugio

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