Desporto

21-04-2010

“Mais rápido, mais alto, agora que o árbitro não está a ver.”

Lema do Comité Olímpico Bugiês

Como sucede em qualquer outro país, também no Bugio o desporto é uma paixão. Aqui encontram-se praticantes e apreciadores de todas as modalidades e alguns atletas bugieses merecem e mereceram reconhecimento internacional. Esta secção pretende dar a conhecer o desporto bugiês ao mundo.

Arremesso da velha


As origens desta modalidade tipicamente bugiesa remontam a uma época em que o excesso de população na ilha forçava os locais a livrarem-se das idosas, lançando-as do alto de um penhasco para o oceano. Actualmente, o mesmo problema é resolvido de forma mais humana com recurso a aterros onde as anciãs são depositadas em compartimentos estanques, impedindo-se assim a contaminação dos lençóis freáticos. O Bugio domina o desporto a nível internacional com mais títulos mundiais e medalhas de ouro do que qualquer outro país inscrito na IHTF (International Hag-Throwing Federation). Na fotografia, Leopoldo Epaminondas, ganhando balanço para o arremesso da sua bisavó que lhe daria o primeiro lugar nos Mundiais de Uagadugu em 97.

Michel Preud’Homme

Provavelmente o futebolista bugiês de maior renome internacional, Preud’Homme nasceu na Região Autónoma da Bélgica e foi ao serviço da selecção regional belga e de vários clubes locais que participou em competições internacionais de renome, conquistando vários títulos. Jogou também no Benfica de Portugal mas tudo isso é acessório quando comparado com o seu lendário talento na olaria e com a linha de calçado pós-moderno que lançou em 2002 e que tem conhecido grande sucesso.

Selecção nacional de hóquei no gelo


O hóquei no gelo, claramente uma das modalidades mais populares no país, chegou ao Bugio por acidente. Na década de 30, ufuncionários da charcutaria Alvor, informados do sucesso do hóquei no país vizinho, decidiram formar a primeira equipa bugiesa de hóquei no gelo, o Alvor Hóquei Clube de São Lourenço. Só muitos anos mais tarde, se perceberia que o hóquei popular em Portugal é a versão jogada sobre patins. Mesmo assim, o entusiasmo não se perdeu, ainda que nunca tenham existido ringues de gelo no Bugio. A selecção bugiesa é actualmente uma das 900 selecções mais conceituadas em todo o mundo.

Alceu Badajoz


O melhor ciclista bugiês de todos os tempos nasceu na pitoresca aldeia de Penugem nos arredores de Vale Cheiroso e cedo revelou um “bichinho” para o ciclismo, frustrado pela falta de posses dos pais que não lhe podiam comprar uma bicicleta. Não se deixando vencer, o jovem Alceu construiu a sua primeira bicicleta inteiramente com paus de fósforo e foi nela que venceu a primeira das suas 8 Voltas ao Bugio, então com apenas 17 anos. Participou na Volta à França em três ocasiões e chegou a ganhar uma etapa nos Alpes em 1978, etapa cancelada devido ao clima adverso, sendo Alceu o único ciclista que não se apercebeu disso por não saber francês e não ter compreendido o comunicado. Abandonou o ciclismo em 1992 e dedica-se desde então à zoofilia.

Clitemnestro Brandão

Natural de Berbijães, um dos bairros mais castiços de São Lourenço, Clitemnestro Brandão enriqueceu com os lucros da popular cadeia de boites “A Patareca Dançante” e investiu quantias consideráveis no clube do seu coração, o Torpedo Atlético, conseguindo ser eleito presidente vitalício e levando-o ao domínio absoluto do futebol bugiês. A sua presidência tem sido marcada tanto pelo sucesso desportivo como pelas constantes e infundadas acusações de corrupção. Dando provas de um espírito de caridade grandioso, aceitou em 1996 assumir também a presidência da Real Federação Bugiesa de Futebol e do Comité de Árbitros para deixar mais tempo livre a outros dirigentes desportivos. Actualmente, encontra-se ausente do país por motivos familiares que poderão ou não ter a ver com uma alegada investigação policial.


Teutónio Chispa

Chispa nasceu em Bolanga e, depois de uma curta passagem pelo Desportivo Sazonal de Bugiópolis, chegou em 1968 à metrópole, contratado pelo Recreativo Profiláctico, clube a que se manteve ligado até ao fim da carreira, tendo também representado a selecção nacional bugiesa. Chamaram-lhe “o Eusébio bugiês” não pelo talento futebolístico (que era pouco) mas pela inegável semelhança física.

Por Bugio

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