Uma mensagem de Renato Carreira

16-05-2010

Visitei o Bugio pela primeira vez ao abrigo de um programa de intercâmbio académico para indesejáveis, escolhendo frequentar o prestigiado Real Instituto Merche Romero de Estudos Semi-Académicos, fundado com mecenato de uma conhecida personalidade televisiva portuguesa que desejou permanecer anónima.

Três meses depois, concluída a licenciatura em Cultura de Bivalves a Seco e Tácticas de Râguebi, decidi ficar, apaixonando-me pelo país, pelas suas gentes e pelo fascinante sistema de tributação fiscal facultativa. Fui convidado a integrar uma equipa multidisciplinar para resolução do problema do cheiro a lodo, um dos maiores flagelos do Bugio. Não se encontrou solução e o orçamento para investigação foi gasto em almoços e jantares, mas, mesmo assim, a equipa foi louvada pela sua simpatia e fotogenia.

Novo desafio me esperava. Aplicando a minha formação académica, aceitei o cargo de seleccionador nacional de râguebi e orientei os bravos “Mexilhões” no seu único desafio contra uma equipa de deficientes profundos do País de Gales, confortando-lhes o choro enquanto tomavam a decisão unânime de abandonar o râguebi para se dedicarem a actividades menos dolorosas e humilhantes.

Pelos meus esforços (e após pagamento simbólico de 20 mil ducados – cerca de 100 euros), fui condecorado por sua alteza real, o grão-duque Teodorico, com a Ordem da Sagrada Nabiça Mística.

Actualmente, presido à Associação de Amizade Portugal-Bugio e ao Instituto Filomena Sim-Sim, que promove iniciativas de divulgação da cultura bugiesa além-fronteiras e também de prevenção da violência doméstica. Sou, desde 2003, o cônsul-honorário do Bugio em todas as localidades portuguesas com nome começado por C, incluindo Coimbra, Carregado e Castanheira de Pêra.

Convido todos os portugueses e todos os cidadãos do mundo a visitar este país fascinante e a desfrutar dos seus muitos atractivos: prados verdejantes, florestas frondosas, praias de areia dourada e água cristalina, amontoados de calhaus viçosos, álcool a preços convidativos, gastronomia tradicional (onde a conquilha ocupa posição de relevo), gente calorosa e hospitaleira, o maior amontoado de cotão do hemisfério norte (segundo maior do mundo a seguir ao Monte Kilimanjaro) e promoções sazonais de bebidas espirituosas que tornam os preços do álcool ainda mais aliciantes.

Como dizem os bugieses: “Venha até cá. Há sítios piores.”

Por Bugio

Ver também: